Nesta quarta-feira (6), três passageiros foram evacuados do navio de cruzeiro MV Hondius devido a um surto de hantavírus enquanto a embarcação permanecia na costa de Cabo Verde. A operação, confirmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ocorre após o registro de três mortes e a identificação de uma cepa viral rara com potencial de transmissão entre humanos.
A Oceanwide Expeditions, operadora da embarcação que transporta cerca de 150 indivíduos, informou que o destino final agora são as Ilhas Canárias, na Espanha. O incidente gerou alerta internacional após a confirmação de que as vítimas fatais foram infectadas pela cepa andina do vírus.
Transmissão entre humanos e riscos à saúde
A África do Sul ratificou a presença da variante andina, conhecida por permitir, em situações excepcionais, o contágio direto entre pessoas. Apesar da gravidade dos casos isolados, a OMS reitera que a ameaça para o público em geral permanece em níveis reduzidos.
Em paralelo, autoridades da Suíça reportaram que um ex-passageiro do Hondius testou positivo para o patógeno ao retornar ao país. O homem recebe tratamento especializado em Zurique, e o governo local assegura que não há risco iminente de propagação comunitária.
Remoção e cuidados médicos na Europa
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, utilizou as redes sociais para comunicar que os três pacientes retirados — de nacionalidades holandesa, alemã e britânica — estão sendo transferidos para unidades hospitalares de alta complexidade na Holanda e em outros pontos da Europa.
A situação do cruzeiro de luxo continua sob monitoramento rigoroso das agências de saúde internacionais. O Ministério das Relações Exteriores da Holanda destacou que o transporte dos enfermos prioriza a segurança sanitária e o suporte médico intensivo necessário para o tratamento da infecção.

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