O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou elogios ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, descrevendo-o como "bom e inteligente", após um encontro de três horas na Casa Branca nesta quinta-feira, 7 de fevereiro. A reunião entre Lula e Trump, que abordou temas cruciais como tarifas e relações comerciais, foi qualificada pelo líder republicano como "ótima", marcando um passo importante nas relações bilaterais.
Em declarações a jornalistas, Trump destacou o caráter produtivo do diálogo. "Tivemos uma reunião ótima com o presidente do Brasil. Tivemos muitas trocas comerciais e vamos aumentá-las. Conversamos sobre tarifas, conversamos sobre… eles gostariam de ter um alívio tarifário, mas tivemos uma reunião muito boa. Ele (Lula) é um bom homem, um cara inteligente", afirmou o presidente americano.
Anteriormente, em uma publicação na rede Truth Social, o presidente americano já havia se referido a Lula como uma figura dinâmica. "Acabei de encerrar minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o dinâmico presidente do Brasil. Discutimos diversos assuntos, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião transcorreu muito bem", escreveu Trump logo após o término do encontro.
Pauta do encontro bilateral
Durante as aproximadamente três horas de diálogo na Casa Branca, Lula e Trump discutiram uma vasta gama de tópicos. Entre os principais pontos da agenda estavam as negociações sobre tarifas, o combate ao crime organizado, a exploração de terras raras e o fortalecimento das relações dos Estados Unidos com países da América Latina.
Ao final da reunião, o presidente brasileiro demonstrou otimismo quanto ao futuro das relações entre os dois países. "Eu saio daqui com a ideia de que nós demos um passo importante na consolidação da relação democrática histórica que o Brasil tem com os EUA", declarou Lula.
Apesar de não ter sido formalizado nenhum acordo imediato, Lula anunciou uma importante prorrogação de 30 dias para a aplicação de novas tarifas pelos EUA ao Brasil. Este período será crucial para que representantes de ambos os países se reúnam e busquem uma solução negociada.
"Tem uma divergência entre nós que ficou explícita na reunião. Propus 30 dias para que os companheiros possam criar uma solução", explicou Lula, expressando confiança em um desfecho positivo para a questão das sobretaxas.
Entenda as tarifas e o prazo de negociação
Anteriormente, os Estados Unidos haviam imposto tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, sendo 10% aplicados a todos os países e 40% adicionais especificamente ao Brasil. Embora os 40% adicionais tenham sido suspensos por uma decisão da Suprema Corte, a possibilidade de sua reintrodução a partir de julho existia. O encontro na Casa Branca garantiu, assim, um fôlego de um mês para o Brasil negociar e evitar a reimposição dessas sobretaxas.
A tônica do encontro foi marcada por uma notável cordialidade. Desde o início, ambos os presidentes adotaram uma postura diplomática, com Trump recebendo Lula em um tapete vermelho e apertando sua mão calorosamente.
Em um momento de descontração ao final da reunião, o presidente brasileiro fez uma brincadeira amigável, pedindo a Trump que não impusesse dificuldades de imigração aos jogadores da Seleção Brasileira que se preparavam para a Copa do Mundo nos Estados Unidos.
"Eu falei para ele: espero que você não venha anular o visto dos jogadores brasileiros. Por favor, não faça isso, porque a gente vai vir aqui para ganhar a Copa do Mundo", relatou Lula. Ele ainda acrescentou, em tom jocoso, que havia conseguido arrancar um sorriso do presidente americano: "O presidente Trump rindo é melhor do que ele de cara feia".

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