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Sábado, 09 de Maio 2026
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Putin declara que Rússia enfrenta força agressiva apoiada pela Otan na Ucrânia durante Dia da Vitória

Cerimônia do Dia da Vitória em Moscou contou com segurança intensificada e presença limitada de líderes aliados

Edivan Sant'Anna
Por Edivan Sant'Anna
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Putin declara que Rússia enfrenta força agressiva apoiada pela Otan na Ucrânia durante Dia da Vitória
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O presidente russo, Vladimir Putin, declarou neste sábado (9) que as forças de seu país estão combatendo uma ameaça “agressiva” na Ucrânia, que, segundo ele, é plenamente apoiada pela Otan. A afirmação foi feita durante o discurso comemorativo do Dia da Vitória em Moscou, um evento que, neste ano, ocorreu em formato reduzido e beneficiado por uma breve trégua mediada pelos Estados Unidos.

A cerimônia na Praça Vermelha, em Moscou, teve uma duração notavelmente curta, de apenas 45 minutos, englobando o discurso de Putin e, diferentemente de edições anteriores, não incluiu a tradicional exibição de armamentos militares.

Em contraste com a grandiosidade do ano anterior, que reuniu cerca de vinte chefes de Estado de nações como China e Brasil, a edição atual contou com a presença de um número limitado de líderes aliados, incluindo representantes de Belarus, Cazaquistão, Malásia e Eslováquia.

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A realização do evento foi favorecida, momentos antes, pela implementação de uma trégua de três dias entre a Rússia e a Ucrânia, cujo anúncio havia sido feito na véspera pelo então presidente americano, Donald Trump.

Até instantes antes do início, a celebração esteve sob a ameaça de potenciais ataques de drones ucranianos, que poderiam ter comprometido a comemoração do histórico triunfo da União Soviética sobre o nazismo, evento de grande importância anualmente celebrado na Rússia em 9 de maio.

Durante seu pronunciamento, Putin enfatizou: “O imenso sucesso da geração vitoriosa serve de inspiração para os soldados que atualmente conduzem a operação militar especial [na Ucrânia]. Eles confrontam uma força agressiva, bem armada e respaldada por todo o bloco da Otan”.

O líder russo complementou, expressando sua convicção: “Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos unidos. A vitória foi nossa, e assim será para sempre”.

Após mais de quatro anos de intensos combates, a Rússia mantém o controle de aproximadamente 20% do território ucraniano, incluindo a península da Crimeia, que foi anexada em 2014.

Conforme observado na transmissão da televisão russa, as comemorações contaram com a participação de soldados da Coreia do Norte, que, segundo relatos, em 2025 auxiliaram Moscou na expulsão das tropas ucranianas da região russa de Kursk.

Três dias de trégua

O desfile teve início às 10h00 locais (04h00 de Brasília) e foi concluído às 10h45, tudo sob um esquema de segurança extremamente rigoroso.

Jornalistas da AFP relataram que a conexão de internet móvel foi interrompida no centro de Moscou, e diversas vias da capital apresentavam-se praticamente desertas.

As celebrações na Praça Vermelha, em Moscou, representam um momento crucial para Putin, permitindo-lhe enaltecer a memória do triunfo soviético de 1945 e, ao mesmo tempo, angariar o apoio da população russa à campanha militar em andamento na Ucrânia.

Contudo, neste ano, os eventos foram ofuscados pela ameaça constante de ataques de drones vindos de Kiev. Nas ruas, os habitantes de Moscou demonstravam pouco otimismo quanto a um retorno rápido da paz.

“O fim do conflito não se dará em breve, por mais que todos almejemos a paz”, afirmou Elena, uma economista de 36 anos que preferiu não ter seu sobrenome divulgado, à AFP, expressando sua frustração com o corte da internet: “Eu preciso dela, e não está disponível”.

Para Daniil, de 26 anos, a caminho da academia, o dia 9 de maio é “um dia como qualquer outro”. Quando questionado se a recente trégua poderia sinalizar o início da paz, sua resposta foi um categórico “não”.

Após duas tentativas anteriores de cessar-fogo — uma proposta pela Ucrânia e outra pela Rússia — que não foram observadas durante a semana, Donald Trump, então presidente americano, anunciou na sexta-feira um novo cessar-fogo de três dias entre as partes, com início neste sábado.

Em sua plataforma Truth Social, o presidente americano expressou: “Esperemos que seja o começo do fim de uma guerra muito longa, mortal e difícil”, detalhando que o cessar-fogo incluiria uma “troca” de 1.000 prisioneiros de cada lado.

Trump manifestou a crença de que o término do conflito estaria “cada vez mais próximo”, em um contexto onde as negociações entre representantes ucranianos e americanos foram retomadas na Flórida durante a semana.

Tais diálogos haviam perdido destaque desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. Na sexta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, expressou sua expectativa pela chegada dos enviados de Washington ao país nas próximas semanas.

FONTE/CRÉDITOS: AFP

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