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Sábado, 18 de Abril 2026

Internacional

Irã e Hezbollah creditam cessar-fogo à coesão do Eixo da Resistência

Governo iraniano e grupo libanês apontam união e força militar como fatores decisivos para o fim das hostilidades, contrastando com a versão dos EUA.

Edivan Sant'Anna
Por Edivan Sant'Anna
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Irã e Hezbollah creditam cessar-fogo à coesão do Eixo da Resistência
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O governo do Irã e o Hezbollah, grupo político-militar libanês, atribuíram a recente trégua no Líbano à unidade e à capacidade de combate do chamado Eixo da Resistência. Essa aliança é composta por organizações que se contrapõem às políticas de Israel e dos Estados Unidos na região do Oriente Médio.

Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca associar o cessar-fogo a ações de sua administração, a trégua no Líbano era, na verdade, uma das condições apresentadas por Teerã para o avanço de negociações com Washington. Após a interrupção dos combates, o Irã comunicou a liberação do Estreito de Ormuz para a navegação comercial.

O Hezbollah, em um comunicado oficial, detalhou ter realizado 2.184 operações militares ao longo de 45 dias de confrontos com o exército israelense, o que representa uma média de 49 ações diárias. Esses ataques foram direcionados contra as forças israelenses em território libanês, bem como contra instalações militares, quartéis e bases dentro de Israel e em territórios palestinos ocupados, alcançando até 160 quilômetros além da fronteira.

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“Nossa mão permanecerá no gatilho, antecipando qualquer violação ou traição por parte do inimigo, reafirmando nosso compromisso com o confronto e a defesa contínua do país, e mantendo nossa aliança até o último suspiro”, declarou o comunicado, divulgado pela emissora Al-Manar, afiliada ao Hezbollah.

Mohammed B. Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e líder da delegação negociadora com os EUA, afirmou que o cessar-fogo é um reflexo direto da resistência do Hezbollah e da coesão do Eixo da Resistência. “A Resistência e o Irã formam uma única entidade, tanto na guerra quanto na paz. É hora de a América abandonar o erro de colocar ‘Israel em primeiro lugar’. O cessar-fogo não foi senão o resultado da resistência do Hezbollah e da unidade do Eixo da Resistência; lidaremos com esta trégua com cautela e permaneceremos unidos até a confirmação completa da vitória”, Ghalibaf publicou em uma rede social.

Ismail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, sustentou que a trégua foi uma consequência direta dos esforços diplomáticos iranianos. “Desde o início das negociações com diversas partes regionais e internacionais, incluindo as conversas em Islamabad, a República Islâmica do Irã tem consistentemente ressaltado a necessidade imperativa de um cessar-fogo simultâneo em toda a região, abrangendo o Líbano”, declarou Baghaei.

Posição de Israel

O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia anunciado a intenção de avançar até o Rio Litani, no sul do Líbano, a cerca de 30 quilômetros da fronteira. No dia anterior ao anúncio da trégua, Netanyahu informou que as ordens para prosseguir com a ofensiva militar em direção à cidade de Bent Jbel haviam sido mantidas.

De acordo com o jornal israelense The Times of Israel, ministros do gabinete governamental receberam a notícia do cessar-fogo com surpresa. Relatos indicam que Netanyahu teria concordado com a trégua a pedido de Trump. A oposição a Netanyahu criticou o acordo, classificando-o como uma imposição a Israel.

Outro veículo de notícias israelense, o Ynet, reportou que um oficial militar do país declarou que as tropas permaneceriam em território libanês, apesar do cessar-fogo.

Contexto do conflito

A atual escalada do conflito entre Israel e Líbano teve início em outubro de 2023, quando o Hezbollah começou a realizar ataques contra o norte de Israel em demonstração de solidariedade ao povo palestino, em meio aos eventos na Faixa de Gaza.

Em novembro de 2024, um acordo preliminar de cessar-fogo foi estabelecido entre o Hezbollah e Tel Aviv, mas, segundo relatos, não foi respeitado por Israel, que continuou com os ataques no Líbano.

Com o início de incidentes envolvendo o Irã em 28 de fevereiro, o Hezbollah retomou os ataques contra Israel, em resposta às violações contínuas do cessar-fogo e em retaliação ao assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

Em 8 de abril, foi anunciado um cessar-fogo na região, mas Israel manteve seus ataques contra o Líbano, desrespeitando o acordo mediado pelo Paquistão.

O Irã vinha exigindo a inclusão do Líbano no cessar-fogo como condição para a continuidade das negociações com os Estados Unidos, com a segunda rodada de conversas prevista para os dias seguintes.

Histórico de tensões

O embate entre Israel e o Hezbollah tem raízes na década de 1980, quando a milícia xiita foi formada como resposta à invasão israelense do Líbano, visando grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.

Em 2000, o Hezbollah conseguiu a retirada das forças israelenses do território libanês. Ao longo dos anos, o grupo evoluiu para se tornar um partido político com representação parlamentar e participação em governos.

O Líbano sofreu novas ofensivas israelenses nos anos de 2006, 2009 e 2011.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil

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