O tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã, enfatizou a importância estratégica do estreito, declarando que a área se encontra "sob a gestão e o controle estritos das Forças Armadas".
Zolfaghari recordou que, em um gesto de "boa-fé" e em conformidade com pactos estabelecidos em negociações anteriores, o Irã havia autorizado a travessia controlada de uma quantidade restrita de navios-tanque e embarcações mercantis pela via marítima.
Contudo, conforme sua declaração, os Estados Unidos (EUA) persistiram em "violar reiteradamente os compromissos" firmados, engajando-se em "pirataria e roubo marítimo sob o pretexto de um bloqueio".
"Por essa razão, a gestão do Estreito de Ormuz foi restabelecida à sua situação original", reiterou o porta-voz.
Ameaças anteriores e advertências
Anteriormente, a Agência Tasnim, associada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), havia alertado que a continuidade do bloqueio naval norte-americano resultaria no fechamento do estreito, o que comprometeria a circulação de 20% da produção global de petróleo.
A presença de embarcações estadunidenses na área é vista pelos iranianos como uma transgressão do acordo de cessar-fogo. Atualmente, navios dos EUA estão estrategicamente posicionados no Oceano Índico, a uma distância que lhes permite interceptar possíveis ofensivas iranianas.
O acordo de cessar-fogo e suas implicações
Na quinta-feira passada (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou a concretização de um pacto de trégua de dez dias entre Líbano e Israel. Essa interrupção das hostilidades era uma das condições impostas pelo Irã para prosseguir com as negociações.
Por meio de um comunicado na sexta-feira (17), a Força Naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) comunicou que uma "nova diretriz" passaria a vigorar no estreito, em alusão ao cessar-fogo estabelecido.
Ainda na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, anunciou que a navegação pelo Estreito de Ormuz estaria totalmente liberada durante o período remanescente da trégua.
Ele acrescentou: "Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta durante o restante do período de trégua."

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