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Quinta-feira, 16 de Abril 2026

Política

Postulantes ao TCU defendem utilização de emendas parlamentares na gestão de verbas

Escolha do novo ministro acontece agora por meio de sufrágio sigiloso na Câmara

Edivan Sant'Anna
Por Edivan Sant'Anna
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Postulantes ao TCU defendem utilização de emendas parlamentares na gestão de verbas
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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Durante a sessão plenária realizada nesta terça-feira (14), os parlamentares que pleiteiam uma vaga de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU) subiram à tribuna. Em comum, os candidatos ressaltaram a relevância das emendas parlamentares na execução do orçamento público. A votação para definir o novo ocupante do cargo ocorre agora, de maneira sigilosa.

O escolhido preencherá uma das três cadeiras sob responsabilidade de indicação da Câmara, em um colegiado composto por nove ministros. A vaga foi aberta após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz.

Atualmente, cinco deputados seguem na disputa pela posição. As parlamentares Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP) decidiram retirar seus nomes da corrida.

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Pronunciamentos dos postulantes

O deputado Elmar Nascimento (União-BA) afirmou que, se for eleito, estabelecerá uma gestão de proximidade entre a Câmara e o TCU. Ele destacou que seu gabinete atuará sem intermediários e que prezará, acima de tudo, pelo princípio da presunção de inocência.

Nascimento também aproveitou seu tempo para questionar a viabilidade da candidatura de Odair Cunha (PT-MG), citando sua conduta como relator da CPMI do Cachoeira há dez anos.

Em sua fala, Odair Cunha argumentou que o TCU não deve ser um entrave para as políticas públicas, mas um suporte ao Legislativo. Ele defendeu uma atuação pedagógica do tribunal, que oriente os gestores para evitar falhas e desperdícios de recursos antes que se concretizem.

Cunha frisou que sua candidatura é independente de partidos ou do governo, representando o conjunto dos deputados, e prometeu manter a integridade de sua conduta na corte de contas.

O deputado Danilo Forte (PP-CE) sugeriu uma melhor regulamentação para o pagamento das emendas. Ele criticou o que chamou de campanha de difamação contra o Congresso, atribuída por ele ao partido governista, com o intuito de reduzir o poder de deliberação parlamentar sobre o orçamento.

Para Forte, o acompanhamento do TCU é essencial para organizar a execução dessas verbas. Ele recordou sua experiência na relatoria da LDO e apontou as emendas impositivas como um avanço fundamental para a autonomia do Poder Legislativo.

Gilson Daniel (Pode-ES), com formação técnica em contabilidade, apresentou-se como um nome preparado e distante de polarizações ideológicas. Ele indagou se o tribunal deve receber um perfil político ou alguém com expertise técnica e política para representar a Casa, citando sua longa trajetória na gestão pública.

Hugo Leal (PSD-RJ) ressaltou que os problemas fiscais não possuem viés ideológico. Com base em sua atuação como relator do Orçamento, ele defendeu um TCU que atue de forma conciliadora e preventiva, afirmando que evitar a corrupção é sempre mais eficaz do que tentar reaver valores desviados.

Ao retirar sua candidatura, Soraya Santos justificou o gesto como uma estratégia para assegurar que futuras indicações para o TCU e para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) contemplem mulheres, vinculando sua decisão ao projeto político de seu grupo.

A deputada Adriana Ventura já havia desistido anteriormente, declarando apoio à candidatura de Soraya Santos.

Outros detalhes serão divulgados em breve.

Acompanhe a transmissão ao vivo

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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