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Terça-feira, 21 de Abril 2026

Economia

Mercado antecipa corte de 0,25 ponto na Selic nesta semana

Projeções para 2027 e 2028 indicam Selic a 10,5% e 10% ao ano, respectivamente, com queda para 9,5% em 2029.

Edivan Sant'Anna
Por Edivan Sant'Anna
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Mercado antecipa corte de 0,25 ponto na Selic nesta semana
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reunirá-se nesta semana para deliberar sobre a taxa básica de juros, a Selic. A expectativa predominante no mercado financeiro é de uma redução de 0,25 ponto percentual, fixando a taxa em 14,75% ao ano. Essa projeção consta no Boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo BC que compila as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Atualmente em 15% ao ano, a Selic é a principal ferramenta do BC para atingir a meta de inflação. Apesar da recente desaceleração da inflação e da desvalorização do dólar, o Copom optou por manter os juros inalterados em sua última reunião, realizada no final de janeiro, pela quinta vez consecutiva.

A taxa Selic encontra-se no patamar mais elevado desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Em comunicado oficial, o colegiado sinalizou o início de um ciclo de cortes na reunião de março, agendada para esta terça (17) e quarta-feira (18), desde que a inflação permaneça sob controle e não ocorram imprevistos no cenário econômico. Contudo, os juros devem permanecer em níveis considerados restritivos.

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Na semana anterior, o mercado projetava um corte mais expressivo de 0,5 ponto percentual na Selic. No entanto, o aumento das projeções de inflação alterou essa perspectiva. Entre os fatores que contribuíram para essa revisão está o impacto econômico da escalada de tensões no Irã, que elevou os preços do petróleo e pressionou a inflação futura.

Da mesma forma, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica de juros até o final de 2026 foi revisada para cima nesta edição do Boletim Focus, passando de 12,13% para 12,25% ao ano. As projeções para 2027 e 2028 indicam uma redução da Selic para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a expectativa é que a taxa atinja 9,5% ao ano.

Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é frear a demanda aquecida, o que impacta os preços ao encarecer o crédito e incentivar a poupança. Taxas de juros mais altas também podem restringir a expansão econômica. Os bancos consideram outros elementos ao definir os juros cobrados dos consumidores, como o risco de inadimplência, a margem de lucro e os custos administrativos.

Por outro lado, a redução da Taxa Selic tende a baratear o crédito, estimulando a produção e o consumo. Isso pode levar a um menor controle sobre a inflação e impulsionar a atividade econômica.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial de inflação do Brasil, subiu de 3,91% para 4,1% em 2026. Para 2027, a projeção inflacionária manteve-se em 3,8%. As estimativas para 2028 e 2029 apontam para 3,5% em ambos os anos.

Apesar do aumento, a estimativa de variação de preços para 2026 permanece dentro do intervalo da meta estabelecida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, situando o limite inferior em 1,5% e o superior em 4,5%.

Em fevereiro, o aumento nos preços de transportes e educação levou a inflação oficial do mês a registrar 0,7%, uma aceleração em comparação com os 0,33% de janeiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse resultado fez o IPCA acumular uma alta de 3,81% nos últimos 12 meses.

PIB e câmbio

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano foi ajustada de 1,82% para 1,83%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro projeta uma expansão do PIB de 2% em cada ano.

Em 2025, a economia brasileira registrou um crescimento de 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores, com destaque para o agronegócio, o resultado marca o quinto ano consecutivo de avanço.

Nesta divulgação do Boletim Focus, a previsão para a cotação do dólar ao final deste ano é de R$ 5,40. Para o final de 2027, estima-se que a moeda norte-americana esteja cotada a R$ 5,47.

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

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